segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amizades

Tendo uma breve conversa com um amigo meu(que, aliás, tem um belo de um blog. http://inversismo.wordpress.com/), nós estávamos num assunto digamos que bem polêmico. Ai vai.

Amizades

Principalmente as amizades de colégio, alguém poderia me dizer por que raios quase nenhuma amizade de colégio se sobressai quando nós não nos encontramos mais? Gostaria de saber. Vivemos e convivemos no mínimo 1 ano todas as manhãs com nossos "melhores amigos", mas mesmo assim quando estamos de férias, não sabemos nem se eles estão vivos. Quando saimos do colégio, ou terminamos ele, um mês depois a maioria das pessoas não se lembra do nome de metade da classe. E esses queridos "melhores amigos" você tem contato com um ou dois, exceção com três ou quatro.(claro que não vou generalizar, uma certa parte continua com suas amizades pós colégio), mas a grande realidade é que elas são muito difíceis de durar.
Agora vamos à pergunta e tentavia de resposta.

Por que raios essas amizades não duram?
Por serem frágeis? Pode ser, mas penso eu que por ser uma amizade no período matutino, e sempre fazendo as mesmas coisas, as conversas se limitam ao que ocorre dentro e nos periféricos da escola, logo, quando não se convive mais com essas mesmas coisas à serem feitas, não rola mais assunto, não existe mais papo, e sendo assim, as amizades não tem o porque durarem.

domingo, 20 de junho de 2010

Modismos

Confesso que não conheço muito sobre tal tema, pois nunca me aprofundei, mas como cada um tem a sua opinião, resolvi deixar a minha. Ah, podem falar o que for, me chingar, falar que é inveja e blablablá, não simpatizo e ponto. Lembrando, não faço menção à bandas em geral, só aos estilos presentes no cotidiano.

Vamos lá.

Modismos
Coisas coloridas - Onde botaram na cabeça que calça skinny verde abacate, camisa púrpura colada, mini-soco inglês como colar, óculos quadrado marca texto e franja loira luzes é bonito? Cada um tem seu gosto, concordo, mas te garanto que se uma pessoa fosse para a rua à 2 anos atrás com essa vestimenta, no mínimo iriam chama-lo de ridículo. Porém, mas, contudo, toda vida, já que isso faz sucesso entre a "galerë cool", todos saem à rua fantasiados desse modo.

Coisas quadriculadas(principalmente mulheres) - Hoje em dia se você não usa coisas quadriculadas, você é taxado de estranho. Tem um certo charme, mas quando vou a um shopping de sexta-feira fico me sentindo num tabuleiro.

Garotas iguais e garotos descolados - Hoje em dia se você vir uma garota que não esteja usando algo quadriculado(como citado acima), franja, cabelo liso ou piercing argolinha no nariz, você denovo é o estranho.
Agora garotos. Ah, os garotos, Von Dutch estampado no boné, calça skinny, blusa da Hurley e moleton da Element, isso é ser o descolado, mas pense comigo, se TODOS se vestem assim, você acaba sendo não o descolado, e sim apenas mais um. Mas mesmo assim, é a moda que as meninas são gamadas.

E para finalizar.
Fama - Do jeito que certas bandas se vestem, dúvido que se não fossem famosos, as meninas seriam apaixonadas por eles. Fala sério, quando uma pessoa deste naipe, com essa vestimenta, iria "pegar geral"? Só fazendo sucesso.
Se fossem da parte do zé povinho, as pessoas iriam olhar, rir e falar que não tem noção da qualidade do guarda-roupa deles, mas como estão na mídia, fazendo sucesso, mulherada cai matando.

Repetindo denovo, podem me taxar de invejoso e de qualquer coisa a mais, é minha mera opinião.

RUMO AO HEXA - I

Dentre todas as formas de arte, conhecimento e diversidade existente em nosso planeta, o futebol é sem dúvida uma das que mais é politizado e conhecido. O que vimos hoje no jogo contra Brasil x Costa do Marfim, foi um jogo a princípio técnico, porém, a arte sobressai e vencemos, demonstrando um futebol agradável no primeiro gol, uma pintura no segundo gol, que mesmo tendo uma ajuda da "mão mágica" foi muito lindo, e no terceiro gol, a demonstração, de um jogador voltando de lesão, e que pode vir a jogar muito mais.
O futebol, mostra, não apenas a bola, os gols, mas a ausência de violência, uma maneira a mais de aderirmos a paz, e notarmos como é bom viver, sendo tranqüilos, pacientes a procura da felicidade. Muitas culturas fazem do futebol a unica maneira de ter educação e cultura, e por isso temos que respeitar esta arte, porque mesmo ele sendo diferente é tão belo quanto o abstrato.
Como um bom brasileiro, percebo que mais uma etapa foi concluída e uma nação inteira dispõe desta festa enorme denominada Copa do Mundo.
BRASIL RUMO AO HEXA,

e o esporte ajuda não apenas o corpo como a alma,
por isto, inovamos, lutamos, e vencemos. Na busca de um ideal maior
a felicidade que nos atrai para a glória suprema, a alegria de viver.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais uma grande perda, esta realmente muito grande

"há momentos assim na vida: descobre-se inesperadamente que a perfeição existe, que é também ela uma pequena esfera que viaja no tempo, vazia, transparente, luminosa, e que às vezes (raras vezes) vem na nossa direão, rodeia-nos, por breves instantes e continua para outras paragens e outras gentes."
-José Saramago

Não tem muito o que falar, apenas lamentar mais uma incrível perda literária.
Agora está junto à Salinger, Pessoa, Eça, Camões e muitos outros que merecem destaque.

sábado, 4 de abril de 2009

Dia 1

Acordei com um barulho estranho e um odor insuportável. Olhei pela janela, mas a rua estava assustadoramente deserta, apenas algumas sombras avulsas que julgo árvores. Ouço batidas na minha porta e gritos desesperadores; olho pela fresta da porta e vejo uma pessoa se arrastando e um tipo de monstro atrás do indivíduo. Me assusto. Me viro para prepara um soro caseiro para acalmar os animos, vejo uma sombra no quarto e ... Ufa! Foi só um sonho.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Neste post eu deixarei alguns trechos marcantes de livros marcantes

"Fico imaginando uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa num baita campo de centeio e tudo. Milhares de garotinhos, e ninguém por perto - quer dizer, ninguém grande - a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o quê que eu tenho de fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começar a correr sem olhar onde está indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o apanhador no campo de centeio e tudo. Sei que é maluquice, mas é a única coisa que eu queria fazer."
(J.D. Salinger - O apanhador no campo de centeio)

"existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simples mente uma variação do roubo.......Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça."
( Khaled Hosseini - O caçador de pipas)

"Com demasiada frequencia, a igreja levanta um espelho refletindo a sociedade que a cerca, em vez de uma janela revelando um caminho diferente."
(Philip Yancey - Maravisolha Graça)

"Em poucas palavras, eu sempre acreditei que o mundo envolvesse magia; agora penso que talvez envola mesmo um mágico."
(Este não sei o autor ou o nome do livro, desculpe)
Este é um trecho de um belo livro chamado "O processo" do Franz Kafka

Diante da lei

Diante da lei está postado um guarda. Até ele se chega um homem do campo que lhe pede que o deixe entrar na lei. Mas o sentinela lhe diz que nesse momento não é permitido entrar. O homem reflete e depois pergunta se mais tarde lhe será permitido entrar. "É possível", diz o guarda "mas agora não". A grande porta que dá para a lei está aberta de par em par como sempre, e o guarda se põe de lado; então o homem, inclinando-se para diante, olha para o interior através da porta. Quando o guarda percebe isso desata a rir e diz: "Se tanto te atrai entrar procura fazê-lo não obstante a minha proibição. Mas guarda bem isto: eu sou poderoso e contudo não sou mais do que o guarda mais inferior; em cada uma das salas existem outros sentinelas, um mais poderoso do que o outro. Eu não posso suportar já sequer o olhar do terceiro". O camponês não esperava tais dificuldades; parece-lhe que a lei tem de ser acessível sempre a todos, mas agora que examina com maior atenção ao guarda, envolto em seu abrigo de peles, que tem grande nariz pontiagudo e barba longa, delgada e negra à moda dos tártaros, decide que é melhor esperar até que lhe dêem permissão para entrar. O guarda dá-lhe então um escabelo e o faz sentar-se a um lado, frente à porta. Ali passa o homem, sentado, dias e anos. Faz infinitas tentativas para entrar na lei e cansa o sentinela com suas súplicas. O sentinela às vezes o submete a pequenos interrogatórios, pergunta-lhe por sua pátria e por muitas outras coisas, mas no fundo não lhe interessam especialmente as respostas. Pergunta como o faria um grande senhor; e sempre termina por manifestar-lhe que ainda não pode entrar. O homem, que para realizar aquela viagem teve de se abastecer de muitas coisas, emprega tudo, por mais valioso que seja, para subornar o porteiro. Este aceita tudo, mas diz: "Aceito-o para que não julgues que te descuides de alguma coisa". Durante muitos anos aquele homem não afasta os seus olhos do sentinela. Esquece-se dos outros sentinelas e chega a parecer-lhe que este primeiro é o único obstáculo que lhe impede entrar na lei. Nos primeiros anos maldiz a gritos sua funesta sorte, mas depois, quando se torna velho, limita-se a grunhir entre dentes. E como nos longos anos que passou estudando ao sentinela chega a conhecer também as pulgas do seu abrigo de pele, tornado outra vez à infância, roga até a essas pulgas para que o auxiliem a quebrar a resistência do guarda. Por fim vê que a luz que seus olhos percebem é mais fraca e não consegue distinguir se realmente se fez noite ao redor dele ou se simplesmente são os olhos que o enganam. Mas agora, em meio às trevas, percebe um raio de luz inextinguível através da porta. Resta-lhe pouca vida. Antes de morrer concentram-se em sua mente todas as lembranças e pensamentos daquele tempo em uma pergunta que até esse momento não tinha ainda formulado ao sentinela. Como seu corpo já rígido não se pode mover, faz um sinal ao guarda para que se aproxime. Este precisa inclinar-se profundamente pois a diferença de dimensões entre um e outro chegou a fazer-se muito grande em virtude de empequenecimento do homem. "Que é o que ainda queres saber?" pergunta o sentinela. "És incontentável". "Dize-me", diz o homem, "se todos desejam entrar na lei, como se explica que em tantos anos, ninguém, além de mim, tenha pretendido fazê-lo?". O guarda percebe que o homem está já às portas da morte, de modo que para alcançar o seu ouvido moribundo ruge sobre ele: "Ninguém senão tu podia entrar aqui pois esta entrada estava destinada apenas para ti. Agora eu me vou e a fecho".